A dissecação da jurema-preta (Mimosa tenuiflora)

- Ano
- 2026
- Técnica
- Acrílica sobre tela de algodão montada em chassi de madeira
- Dimensões
- 60 × 60 cm
- Série
- Farmacopeia do Invisível
A obra A dissecação da jurema-preta opera na fronteira sensível entre a botânica farmacêutica e a anatomia espiritual da Caatinga. Tomando como base o rigor científico da dissecação vegetal, que analisa tecidos e estruturas de uma espécie, a pintura subverte esse olhar clínico ao revelar o que microscópio nenhum consegue catalogar.
A composição, estruturada em três planos horizontais, revela a anatomia sagrada da Mimosa tenuiflora, mostrando que suas raízes, seu tronco e sua copa estão conectados aos fluxos da terra e ao firmamento celeste em um circuito indissociável de vida e energia.
A composição tripartida — cosmológica, terrestre e radicular — evoca o perspectivismo ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro, onde a natureza é percebida como pessoa.